Raquete da linha “ADIPOWER”,da marca ADIDAS, na sua versão 1.9 ATTK. A arma escolhida pelo experiente jogador Seba Nerone, para a temporada transacta de 2019. Composta por fibra de carbono, um reforço estrutural na face em carbono 3K e alumínio e um núcleo de goma EVA HIGH MEMORY, uma goma de alta densidade. Tem um formato diamante. Conta com uma superfície rugosa com acabamento brilhante.

CARACTERÍSTICAS DA RAQUETE:

PRIMEIRAS IMPRESSÕES:

Ao pegar nela pela primeira vez fica-se com a sensação de uma raquete visualmente bem pensada, em linha com a imagem forte da marca. Uma boa sensação de leveza, dado do formato. O balanço está direccionado para a cabeça, mas fica-se com uma sensação de uma raquete mais equilibrada do que a versão anterior.

Ao colocar-se os overgrips, conseguirá optimizar ligeiramente o balanço em direcção ao punho. Se não conseguir colocar mais do que 1 overgrip a opção recai também por colocar fitas de tungsténio por baixo do(s) overgrip(s) para baixar o balanço da raquete. Pelo contrário se quiser ainda adicionar mais potência, coloque as fitas no topo da raquete por baixo ou por cima do protector. Esta é uma opção bastante viável para quando se gosta muito de todas as outras características de uma raquete, menos do balanço.

LINHAS GERAIS:

Em jogo é uma raquete com um toque médio-duro, a tender para duro. A versão anterior era mais soft. Apresenta um sweet spot maior que a versão anterior 1.8, apesar de continuar localizado na parte superior da raquete. Em termos de potência, nada a dizer, está bastante bem servida, mas talvez um ponto abaixo da versão anterior, devido ao balanço ligeiramente mais centrado. Tem uma saída mais curta que a versão anterior.

NA REDE:

Na rede, a sua manuseabilidade é um ponto que melhorou razoavelmente à versão anterior, contudo não deixa de ser reduzido face aos outros modelos menos agressivos. É, contudo, sem dúvida, na nossa opinião a zona onde se sentirá mais confortável com esta raquete. Bandejas, volleys saem com bastante agressividade e profundidade. No smash também não encontrará qualquer problema, pois o efeito martelo permite tirar o máximo partido desta pancada e trazer a bola de volta com alguma facilidade e tirar por 3 e 4.

NO FUNDO DO COURT:

O controlo de fundo do court, nunca será a melhor qualidade desta raquete, contudo está melhor que a versão anterior, pela melhorada manuseabilidade que apresenta, contudo continua a ser uma raquete técnica e com sweet spot reduzido. Necessita uma pancada tecnicamente correcta e atingir o sweet spot para a bola não ficar curta, especialmente nos lobs.

PESO:

O peso testado foi o de 370gr.

SUPERFÍCIE:

A superfície é rugosa com acabamento brilhante.

SONORIDADE:

Em termos sonoros é uma raquete que tem uma sonoridade média-alta e com um timbre médio-alto.

CORDÃO DE SEGURANÇA:

O cordão de segurança é simple e não permite ajuste fácil.

DURABILIDADE:

Em termos de durabilidade, aparenta inicialmente ser uma raquete sólida e bem construída. Bem estimada durará bastante tempo na minha opinião.

PRÓS:

  • Boa potência
  • Visual bem conseguido
  • Manuseabilidade positiva para o formato

CONTRAS:

  • Cordão de segurança não ajustável
  • Sweet spot reduzido
  • Preço


CONCLUSÃO:

Em conclusão, esta é uma raquete que pretende ser uma evolução da versão anterior, melhorando o equilíbrio da mesma, mantendo ainda uma boa agressividade. As principais diferenças são, de facto, um balanço mais centrado, um sweet spot ligeiramente maior, uma saída menor e ligeiramente menos potência face à versão anterior. Indicada para jogadores agressivos de nível avançado que procurem potência mantendo algum compromisso de controlo. Conta com uma pancada de dureza média-dura e uma saída curta a tender para média.

É uma raquete com um melhor compromisso entre potência e controlo do que a versão 1.8. Em fase defensiva, o aumento do sweet spot, permite ganhar pontos neste campo, nunca sendo brilhante. Na rede, apesar do ligeiro decréscimo de potência, a melhorada manuseabilidade, permite reagir mais rápido e executar, volleys e bandejas com maior facilidade e precisão. No smash irá conseguirá sacar por 3, por 4 e trazer a bola de volta de forma, sem grande dificuldade (para jogadores avançados).

A parte visual está muito atractiva na nossa opinião, como tem sido normal para a marca.

O tacto a tender para duro, faz-se sentir no cotovelo, contudo o balanço mais equilibrado ajuda a contrabalançar este ponto. Será sempre uma raquete, que pesa após algum tempo de jogo, mas isso é transversal a raquetes mais agressivas, sendo que uma preparação física adequada é essencial.

Serve, na minha opinião, de nível alto, preferencialmente de esquerda, contudo não fica mal na mão de jogadores de direita agressivos, dadas as melhorias no equilibrio da mesma.

Uma raquete interessante de uma marca que pretende consolidar-se cada vez mais na modalidade.

POTÊNCIA
CONTROLO
SAÍDA
MANUSEABILIDADE
SWEET SPOT
QUALIDADE/PREÇO

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