[dfrcs name=”PALA ASICS HYBRID HARD 2018″]

Raquete da linha “HARD”, a gama mais alta da marca ASICS, na sua versão “HYBRID”. Composta por carbono, uma capa de fibra de vidro e um núcleo de goma EVA dura, uma goma de alta densidade. Tem um formato lágrima, dito “híbrido” pela marca, mas a diferença para a versão “SPEED” é muito ténue. Conta com uma superfície rugosa com acabamento brilhante.


Ao pegar nela pela primeira vez fica-se com a sensação de uma raquete mais leve e manejável que a versão “SPEED” da linha “HARD”, também já testada por nós em Fevereiro (veja análise aqui. O balanço está direccionado ainda para a cabeça na minha opinião mas bem mais centrado do que na versão “SPEED”. Ao colocar-se os overgrips, recomendo 3, conseguirá optimizar o balanço em direcção ao punho. Se quiser pode também colocar fitas de tungsténio, que tenho referido sempre, por baixo dos overgrips para baixar um pouco mais ainda o balanço. Esta é uma opção bastante viável para quando se gosta muito de todas as outras características de uma raquete, menos do seu balanço.

Em jogo é uma raquete com um toque médio. Pela sua goma dura e constituição previa-se um toque bastante duro, mas surpreende positivamente com um toque médio a tender ligeiramente para o duro. Apresenta um sweet spot bastante agradável para uma raquete deste formato e ligeiramente (muito ligeiramente) superior à versão “SPEED”. Em termos de potência, apenas uns pozinhos abaixo da versão “SPEED”, também me surpreendeu positivamente pois não esperava tanto. Tem uma saída curta mas confortável. Na rede bandejas e volleys sem bem direccionados e potentes. O controlo é aceitável de fundo do court, não sendo a sua melhor qualidade, mas com boa técnica e força física consegue a profundidade e precisão desejada. Novamente surpreende positivamente na manuseabilidade para este formato. Os lobs saem bem direccionados, apenas ter atenção à profundidade, requerem a pancada terminada correctamente.

O peso testado foi o de 365gr.

A superfície é texturada com acabamento brilho.

Em termos sonoros é uma raquete que tem uma sonoridade média e com um timbre médio.

O cordão de segurança é ajustável com um sistema de borracha bastante discreto e inovador.

Em termos de durabilidade, parece ser uma raquete bastante sólida e bem construída o que leva a querer que poderá ter um largo período de vida útil quando bem estimada.

Prós:

  • Boa potência
  • Manejável
  • Toque de dureza média e confortável
  • Sistema de cordão ajustável

Contras:

  • Saída algo curta
  • Preço excessivo

Em conclusão, esta é uma raquete para indicada para jogadores a partir de nível médio que queiram uma boa relação entre potência e manuseabilidade. Conta com uma pancada de dureza média a tender ligeiramente para dura e uma saída curta. Em fase defensiva não é a raquete ideal mas “safa-se” bem devido à sua boa manuseabilidade para um formato lágrima. Na rede consegue-se obter bastante potência sem grande esforço. Consegue-se com boa técnica, sacar por 3, por 4 e trazer a bola de volta. A face texturada ajuda nos efeitos que se pretendam dar à bola. A parte visual é bastante atractiva na minha opinião de forma sóbria e simples. Não senti muita vibração no braço, mas não é totalmente isenta disso. Serve, principalmente jogadores de esquerda que queiram um pouco mais de manuseabilidade. Poderá também servir jogadores de direita mais agressivos, mas não é de todo a melhor opção para esse lado do campo onde “construir o jogo” é bastante mais o foco. Se procura potência com algum compromisso de manuseabilidade e não olhar muito ao preço, esta raquete poderá ser ideal para si. Bons jogos!

POTÊNCIA
CONTROLO
SAÍDA
MANUSEABILIDADE
SWEET SPOT
QUALIDADE/PREÇO

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