Raquete da linha HACK, na sua versão 2018 da marca Bullpadel e a arma escolhida por Paquito Navarro para esta temporada ao lado do Juan Martin Diaz. Composta por carbono, um protector em alumínio e um núcleo de goma BLACK EVA. Tem um formato diamante e uma superfície rugosa.

Ao pegar fica-se com a sensação de uma raquete muito bem acabada mas pesada e pouco manejável. O balanço está direccionado claramente para a cabeça, algo que se nota imediatamente. Ao colocar-se os overgrips, se gostar de colocar 3 ou mais, conseguirá optimizar o balanço em direcção ao punho. Pode, adicionalmente, colocar fitas de chumbo ou tungsténio no punho, por baixo dos overgrips para baixar um pouco mais ainda.

A jogar é uma raquete com um toque médio. O seu núcleo de goma black eva e a malha apertada de carbono transmiti-lhe uma rigidez elevada, similar à sua versão anterior. O marco em carbono com a adição do protector em alumínio de fábrica também lhe dão rigidez adicional, bem como peso direccionado para a cabeça. Tem uma pancada sólida mas que requer muita técnica. Apresenta um sweet spot bastante curto e colocado na parte superior da raquete. Em termos de potência impressiona em especial no smash. Na rede as bandejas saem muito bem quando tecnicamente bem executadas. A face rugosa ajuda bastante na hora de liftar a bola para sacar por 3. O controlo é razoável de fundo de campo, volto a frisar, com uma técnica apurada. Tem uma saída curta a tender para média e é pouco manejável especialmente se não colocar 3 ou mais overgrips. No fundo do campo os lobs não são especialmente fáceis de executar, falta alguma sensibilidade na hora do impacto com a bola na minha opinião.

O peso testado foi o de 365gr.

A superfície é rugosa com acabamento mate.

Em termos sonoros é uma raquete que tem uma sonoridade média e com um timbre médio.

O cordão de segurança é ajustável e muito confortável.

Em termos de durabilidade, parece ser uma raquete sólida e bem construída o que leva a querer que poderá ter um largo período de vida útil quando bem estimada.

Prós:

  • Excelente potência no smash
  • Cordão ajustável
  • Rugosidade

Contras:

  • Pouco manejável
  • Falta de sensibilidade na bola

Em conclusão, esta é uma raquete para jogadores de elevado nível e com a técnica muito bem apurada que queiram uma raquete bem agressiva com foco na potência. Conta com uma pancada de dureza média e com saída curta a tender para a média. Muito similar à sua versão anterior de 2017. Em fase defensiva não compromete caso tenha uma técnica exemplar. Na rede é precisa na bandeja e tem excelente potência no smash. Com a técnica correcta consegue com relativa facilidade sacar por 3, por 4 ou trazer a bola de volta. Não senti praticamente vibração no braço, mas senti o peso da cabeça que esforça um pouco os tendões após algum tempo de jogo. Os acabamentos são muito bons e o visual impressiona. É uma raquete de elevada qualidade, que na minha opinião serve jogadores claramente de esquerda que gostem de raquetes com muita agressividade e potência. Não é uma raquete de facto muito manejável e na minha opinião apta a jogadores de nível já bastante elevado e com bom porte físico. Não aconselho para quem tenha problemas de cotovelo. Uma escolha sim interessante para quem gosta de abusar do smash e do jogo agressivo, caso seja esse o seu caso dar-lhe-á muito prazer em campo.

POTÊNCIA
CONTROLO
SAÍDA
MANUSEABILIDADE
SWEET SPOT
QUALIDADE/PREÇO

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1 comment

  1. Embora com um balance alto não é assim tão complicado controlar as bolas mais baixas. Também não é das mais potentes e é preciso aprender a controlar a saída. Os lobs, por vezes, ficam algo curtos até te habituares a ela. Se o conseguires vais melhorar seguramente o teu jogo.

     

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