Raquete da linha “SUPREME”, da marca CORK PADEL, na sua versão diamante. É a raquete topo de gama da marca e a “arma” escolhida pelo jogador de topo Nacional e nº68 do ranking WPT Miguel Oliveira. Tal como a versão lágrima está composta por uma estrutura em tubular de carbono e Kevlar. Conta uma face composta por 2 capas de carbono e Innegra (um material altamente elástico e leve usado pela NASA, empresas de aviação, Formula 1, entre outros) e 3 capas de fibra de vidro, totalizando 5 capas em cada face. É ainda completamente coberta por cortiça. Tem um formato diamante. Além da novidade no número de capas, conta também com uma superfície rugosa. Possui ainda furação assimétrica, de menor diâmetro no núcleo que traz benefícios a nível de saída e potência.

CARACTERÍSTICAS DA RAQUETE:

PRIMEIRAS IMPRESSÕES:

Ao pegar nela pela primeira vez fica-se com a sensação de uma raquete executada ao pormenor, visualmente imponente e com excelente acabamento. O balanço está a descair para a cabeça, em linha com o formato diamante.

Ao colocar-se os overgrips, conseguirá optimizar ligeiramente o balanço em direcção ao punho. Se não conseguir colocar mais do que 1 overgrip a opção recai também por colocar fitas de tungsténio por baixo do grip. Pelo contrário se quiser ainda adicionar mais potência, as fitas de tungsténio na cabeça da raquete. Esta é uma opção bastante viável para quando se gosta muito de todas as outras características de uma raquete, menos do balanço.

LINHAS GERAIS:

Em jogo é uma raquete com um toque médio a tender para duro. Ao estrear a raquete o toque é mais duro, mas depois de um ou dois jogos torna-se mais cómodo. Mais duro que a versão “BASALTO” mas o conforto típico da CORK continua presente. Apresenta um sweet spot reduzido, mas nada mau para o formato diamante. Em termos de potência, é um canhão autêntico, claramente acima da versão SUPREME lágrima. Tem uma saída média a tender para curta, um ponto abaixo da “BASALTO”. O conforto mantém-se inalterado, nota-se, tal como na versão lágrima a rigidez extra proporcionada pela adição de mais capas. A linha SUPREME da CORK PADEL foi concebida ao pormenor para a exigência de jogadores profissionais.

NA REDE:

Na rede bandejas e volleys saem potentes e profundos com uma facilidade impressionante. A saída está apenas um ponto abaixo da versão “BASALTO” e é mais do que suficiente na minha opinião. Tem uma manuseabilidade razoável, uns pontos abaixo da versão lágrima claramente. No smash impressiona muito e faz-lhe parecer como se sacar por 3 ou trazer a bola de volta seja mais fácil do que parece.

NO FUNDO DO COURT:

O controlo de fundo do court é razoável. A saída e conforto ajudam-no a contrariar alguma falta de sweet spot e manuseabilidade. Lobs continuam a sair com boa profundidade sempre que se atinge o sweet spot a descair mais para a cabeça da raquete.

PESO:

O peso testado foi 368gr.

SUPERFÍCIE:

A superfície é totalmente em cortiça.

SONORIDADE:

Em termos sonoros é uma raquete que tem uma sonoridade média e com um timbre médio-baixo.

CORDÃO DE SEGURANÇA:

O cordão de segurança é ajustável o que é sempre melhor na nossa opinião.

DURABILIDADE:

Em termos de durabilidade, parece ser uma raquete sólida e muito robusta. Bem cuidada, poderá durar bastante tempo com boa performance.

PRÓS:

  • Fantástica potência (Canhão)
  • Conforto
  • Cordão de segurança ajustável

CONTRAS:

  • Pode ser algo dura para alguns jogadores menos experientes
  • Sweet spot reduzido face à versão lágrima
  • Manuseabilidade mais reduzida que versão lágrima

CONCLUSÃO:

Em conclusão reforçamos sem dúvida os nossos votos de parabéns à Cork Padel por ter conseguido impressionar agora com uma “arma” de potência. Uma raquete executada ao pormenor, confortável apesar da dureza extra característica da linha SUPREME. Um verdadeiro “Canhão”, mas ainda confortável.

Dado o seu formato é uma raquete que está mais direccionada para jogadores do lado esquerdo, experientes e com boa técnica.

Conta com uma pancada de dureza média a tender para dura. O sweet spot é reduzido, em linha com o formato. Em fase defensiva o controlo é razoável. A saída é mais do que suficiente na minha opinião. O balanço a tender para a cabeça traduz-se numa manuseabilidade mais reduzida, mas num incremento significativo de potência que o vai deixar maravilhado na rede. O conforto continua sempre presente. Na rede a potência vai impressioná-lo. Volleys e bandejas saem profundos e potentes com muita facilidade. Consegue-se facilmente (para jogadores experientes), sacar por 3, por 4 e trazer a bola de volta.

A face rugosa ajuda nos efeitos pretendidos.

A parte visual é fantástica, a mais bem conseguida até ao momento na minha opinião pessoal. Parece banhada a ouro em certas zonas o que aliado ao mix de cortiça dá-lhe um efeito muito interessante.

Não senti qualquer tipo de vibração no braço apesar da rigidez extra, o que significa que continua a ser uma raquete amiga de quem sofre de epicondilite ou algum tipo de lesão no braço. O formato diamante contudo pode pesar após alguns jogos.

Mais uma Cork Padel que, parafraseando, quase que parece doping, especialmente na altura do smash. Uma raquete de potência que vai fazer as delicias dos amantes desta vertente.

Bons jogos!

POTÊNCIA
CONTROLO
SAÍDA
MANUSEABILIDADE
SWEET SPOT
QUALIDADE/PREÇO

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