Raquete da gama pro da mítica linha Inferno, este ano Inferno Graphene, da marca Dunlop. Composta por carbono, graphene e um núcleo de goma POWERFLEX , uma goma constituída pelo material Infinergy desenvolvido pela BASF, uma material extremamente elástico. Tem um formato híbrido oversize (entre diamante e lágrima) e uma superfície lisa com acabamento mate.

Ao pegar nela pela primeira vez fica-se com a sensação de uma raquete bem acabada e com visual arrojado. O balanço está direccionado para a cabeça e isso sente-se imediatamente. Ao colocar-se os overgrips, recomendo 3 mínimo, conseguirá optimizar o balanço em direcção ao punho. Pode, adicionalmente, colocar fitas de chumbo ou tungsténio no punho, por baixo dos overgrips para baixar um pouco mais ainda.

Em jogo é uma raquete com um toque médio a tender para o duro, contudo confortável pois o núcleo neste material parece realmente adicionar elasticidade e absorção do impacto causado pela bola. A estrutura em carbono, transmite bastante estabilidade e rigidez, sendo que o graphene também lhe dá um extra de dureza. Tem uma pancada relativamente seca mas confortável. Apresenta um sweet spot médio-curto. Penso que o modelo híbrido oversize contribui para o aumento do ponto de impacto ideal, de qualquer forma a tender para o curto. Em termos de potência é bastante boa, tornando o smash uma pancada muito agradável. Tem uma saída média a tender para curta. Na rede as bandejas atingem boa profundidade mas convém uma pancada bem terminada. O controlo não é o seu ponto forte devido ao sweet spot reduzido e balanço da raquete. No fundo do campo os lobs, saem com relativa facilidade. Poderia ser um pouco mais manuseável, mas consegue-se contrapor este ponto com grips e fitas de chumbo ou tungsténio no punho.

O peso testado foi o de 367gr.

A superfície é lisa com acabamento mate.

Em termos sonoros é uma raquete que tem uma sonoridade alta e com um timbre médio a tender para o agudo.

O cordão de segurança é simples. Como tenho sempre dito, prefiro sempre o cordão ajustável.

Em termos de durabilidade, parece ser uma raquete sólida e bem construída o que leva a querer que poderá ter um largo período de vida útil quando bem estimada.

Prós:

  • Excelente potência
  • Pancada confortável
  • Visual arrojado

Contras:

  • Cordão de segurança não ajustável
  • Sweet spot algo curto

Em conclusão, esta é uma raquete para jogadores de nível médio-avançado que se baseiem num jogo agressivo mas que procurem um toque confortável e ainda alguma saída. Conta com uma pancada de dureza média e saída média-curta. Em fase defensiva peca pela falta de saída e alguma falta de manuseabilidade. Na rede tem uma potência controlada na bandeja, volley e smash. Consegue-se com facilidade sacar por 3, e especialmente por 4 ou trazer a bola de volta. Não senti vibração no braço mas pelo balanço alto da raquete ao fim de algum tempo fatiga ligeiramente o braço. O sistema TRIBAR ajuda a estabilizar a raquete o que lhe dá o extra de controlo que precisa. Os acabamentos são bons, o visual bastante atractivo e arrojado. É uma raquete de elevada qualidade, que na minha opinião serve jogadores de esquerda que gostem de raquetes com potência controlada e uma pancada confortável. Pode ser usada por pessoas com problemas de cotovelo, mas aconselho vivamente a colocar fita de chumbo ou tungsténio no punho ou pelo menos vários overgrips. Uma escolha fantástica da Dunlop em termos de qualidade/preço.

POTÊNCIA
CONTROLO
SAÍDA
MANUSEABILIDADE
SWEET SPOT
QUALIDADE/PREÇO

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