Raquete da prestigiada marca Tecnifibre, da linha Wall Master 375, a arma escolhida pelo lendário jogador Willy Lahoz para esta temporada. Composta por carbono e um núcleo de goma EVA de média densidade. Tem um formato lágrima e uma superfície lisa com acabamento mate.


Ao pegar nela pela primeira vez fica-se com a sensação de uma raquete equilibrada e manejável. O balanço está bastante centrado apesar do seu formato lágrima, formato este que na minha opinião não é muito acentuado e tende para o redondo. Ao colocar-se os overgrips, conseguirá optimizar o balanço em direcção ao punho. Pode, adicionalmente, colocar fitas de chumbo ou tungsténio no punho, por baixo dos overgrips se ainda quiser baixar um pouco mais, ou em alternativa colocar no topo da raquete para lhe dar um extra de potência.

Em jogo é uma raquete com um toque médio-soft. Apresenta uma goma suave mas a construção totalmente em fibras de carbono dá-lhe bastante rigidez e endurece o toque. Apresenta um sweet spot médio e em linha com o que raquetes deste formato apresentam. Em termos de potência não impressiona mas também não desilude tendo em conta o seu formato. Tem uma saída média. Na rede bandejas e volleys saem bem direccionados com uma pancada tecnicamente correcta. O controlo é bastante bom no fundo do court e em fase defensiva ajuda devido à sua grande manuseabilidade. Os lobs saem com boa profundidade devido à sua saída média.

O peso testado foi o de 375gr.

A superfície é lisa com acabamento mate.

Em termos sonoros é uma raquete que tem uma sonoridade média-baixa e com um timbre médio.

O cordão de segurança é ajustável o que é sempre uma boa opção.

Em termos de durabilidade, parece ser uma raquete bastante sólida e bem construída o que leva a querer que poderá ter um largo período de vida útil quando bem estimada.

Prós:

  • Cordão ajustável
  • Excelente manuseabilidade

Contras:

  • Falta de potência
  • Formato do punho demasiado amplo na base (para alguns jogadores é um ponto muito positivo)

Em conclusão, esta é uma raquete para jogadores a partir de um nível médio até avançado. Conta com uma pancada de dureza média a tender para soft e saída média. Em fase defensiva é ajuda pela sua grande manuseabilidade que na minha opinião é o seu ponto mais forte, creio que por força do seu sistema de construção aerodinâmico SPEEDFRAME. Na rede consegue-se obter alguma potência mas confesso que esperava que tivesse um pouco mais, mas é impossível ter tudo numa só raquete de padel. Consegue-se com boa técnica e com um braço experiente e forte sacar por 3, por 4 e trazer a bola de volta. Senti ligeira vibração no braço, talvez pela sua estrutura rígida 100% carbono. Devido ao seu formato lágrima que não deixa de ser um formato híbrido, serve, na minha opinião, jogadores de ambos os lados que queiram compromisso 50/50 entre potência e controlo. Se tiver problemas de cotovelo recomendo 3 overgrips mínimo para melhor absorção da vibração. Uma aposta consistente de uma marca com bastante nome no mercado a um preço muito convidativo.

POTÊNCIA
CONTROLO
SAÍDA
MANUSEABILIDADE
SWEET SPOT
QUALIDADE/PREÇO

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