Raquete da linha “800”, da marca VOLT, marca Portuguesa de padel, que conta com Ana Catarina Nogueira e Diogo Rocha nas suas fileiras. Esta versão específica foi concebida sob a orientação e para o Diogo Rocha. Composta por uma estrutura totalmente em carbono, face também em carbono e um núcleo de goma EVA de alta recuperação. Tem um formato redondo, contudo menos pronunciado na zona inferior, o que faz com que pareça quase lágrima. Conta com uma superfície lisa e acabamento com um misto de verniz mate e brilho.

CARACTERÍSTICAS DA RAQUETE:

PRIMEIRAS IMPRESSÕES:

Ao pegar nela pela primeira vez fica-se com a sensação de uma raquete manejável e visualmente muito bem conseguida, com um look sóbrio e minimalista. Apesar do formato redondo, o balanço está centrado, até diria que muito ligeiramente a tender para a cabeça, fruto da redução na zona do coração da raquete.

Ao colocar-se os overgrips, conseguirá optimizar ligeiramente o balanço em direcção ao punho. Se não conseguir colocar mais do que 1 overgrip a opção recai também por colocar os pesos incluídos para baixar o balanço da raquete. Pelo contrário se quiser ainda adicionar mais potência, coloque os pesos incluídos no topo da raquete no local indicado no protector. Esta é uma opção bastante viável para quando se gosta muito de todas as outras características de uma raquete, menos do balanço.

LINHAS GERAIS:

Em jogo é uma raquete com um toque duro. Apesar da dureza, não é uma raquete desconfortável e torna-se de fácil habituação. O sweet spot, penso que, pela necessidade de subir o balanço, ficou ligeiramente mais curto face às raquetes tipicamente redondas. No que toca a potência, a dureza e rigidez que o carbono e goma lhe proporcionam, está muito bem servida, especialmente, tendo em conta o formato. Tem uma saída curta.

NA REDE:

Na rede bandejas e volleys saem com facilidade, dada a boa manuseabilidade. A saída curta, permite ser o jogador a decidir por completo a intensidade que pretende colocar na bola. É uma raquete técnica, isto é, necessita uma pancada correctamente executada para atingir a profundidade e colocação desejadas. No smash, o extra de potência, derivado da sua composição e balanço irão ajudá-lo bastantem sendo que não terá muita dificuldade, com a técnica correcta, de sacar por 3, por 4 ou trazer a bola de volta.

NO FUNDO DO COURT:

O controlo de fundo do court é um dos pontos fortes desta raquete, devido ao formato, manuseabilidade e toque. A saída é curta, o que pode não ser do agrado de todos e não providenciar aquela ajuda extra nas bolas de recurso, mas compensa no facto de ajudar a colocar a bola exactamente onde quer e estar mais à vontade na execução de lobs, sem receio de, saírem longos e atingir o vidro. O sweet spot é OK e a manuseabilidade é muito boa.

PESO:

O peso testado foi o de 365gr.

SUPERFÍCIE:

A superfície é lisa com um misto de verniz mate e brilho.

SONORIDADE:

Em termos sonoros é uma raquete que tem uma sonoridade média-alta e com um timbre, igualmente, médio-alto.

CORDÃO DE SEGURANÇA:

O cordão de segurança é ajustável, o que na nossa opinião é sempre mais favorável.

DURABILIDADE:

Em termos de durabilidade, parece ser uma raquete muito sólida. Bem cuidada, poderá durar bastante tempo com boa performance.

PRÓS:

  • Fantástico compromisso potência / controlo
  • Manejável
  • Visual impressionante
  • Cordão de segurança ajustável

CONTRAS:

  • Saída curta (pode ser um ponto positivo para alguns)
  • Sweet spot ligeiramente mais reduzido e subido

CONCLUSÃO:

Em conclusão, esta é uma raquete bem conseguida, que pretende ser um compromisso de potência e controlo. Na nossa opinião serve jogadores de ambos os lados, contudo com maior incidência naqueles jogadores de direita agressivos, que primem pelo controlo mas também gostem de sentir um extra de potência à sua disposição.

Conta com uma pancada dura. O sweet spot é ligeiramente mais reduzido, do que o expectável, numa raquete redonda, contudo, a procura de potência extra assim o obriga. Em fase defensiva o controlo é excepcional. O balanço não compromete e a saída curta e toque seco ajudam a colocar a bola onde quiser que nem uma luva. Não é a raquete mais confortável do mercado, devido à sua dureza, contudo também não é desconfortável.

Na rede, estará bem servido em todas as áreas. Volleys e bandejas saem agressivos e com a profundidade desejada pelo jogador. Consegue-se, sem grande esforço (para jogadores experientes), sacar por 3, por 4 e trazer a bola de volta.

A parte visual é sóbria, minimalista e impressiona, como já vem sendo apanágio da marca.

O tacto duro, e a rigidez não fazem desta raquete, teoricamente, a mais amiga do cotovelo. Convém uma boa preparação física e técnica para a manejar, sendo na nossa opinião, uma raquete dirigida a jogadores a partir de nível médio-alto.

Mais uma excelente opção da VOLT, que segue o seu caminho, como marca de referência em Portugal. O preço é algo elevado, contudo concordante com uma raquete de gama alta.

Bons jogos!

POTÊNCIA
CONTROLO
SAÍDA
MANUSEABILIDADE
SWEET SPOT
QUALIDADE/PREÇO

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